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terça-feira, 29 de maio de 2012

A intervenção urbana dominada pela arte


 texto: por Barbarah Salles
foto:

O espaço público, como: praças, parques e ruas é o ambiente onde os artistas realizam suas apresentações, mostrando seu talento e arte.  Por esse motivo existem estudos que atribuem o contexto arquitetônico chamado de intervenção urbana também a esses artistas, já que através da sua arte eles trazem as cidades uma estruturação diferenciada no contexto urbano, pelo desenvolvimento de suas técnicas.

Esses estudos apontam que a intervenção artística no espaço público desestabiliza o fluxo estabelecido na metrópole, modificando a lógica encontrada nos cotidianos da cidade, acrescenta algo novo, diferente ao espaço, trazendo novas concepções. Essas apresentações, com toda sua produção, trazem cores, sons e performances inusitadas, misturam-se aos ruídos, às sinalizações, à publicidade, aos movimentos das massas e as tarefas costumeiras, constituindo uma nova particularidade que recria paisagens, tornando o peso do dia a dia cada um pouco mais tolerável, imprevisível e leve.

As manifestações dos artistas nesses espaços podem ser consideradas verdadeiros espetáculos ao ar livre, além de interferir na paisagem da cidade e na rotina da população, leva à intervenção visual e faz com que o público exercite um olhar diferenciado, eliminando o olhar viciante das paisagens já inseridas no cotidiano.

quarta-feira, 16 de maio de 2012

Arte para carroceiros

texto por: Rafaeli Camargo

Carroceiro no centro de S. Paulo

Há cinco anos atrás enquanto pintava muros em São Paulo, Thiago Mundano reparou em uma dessas carroças que carrega materiais reciclaveis, ela seguia pela pista da direita, atrapalhando o trânsito dos carros. Em vez de enxergar um transtorno, pesquisou e descobriu que 90% de tudo que é reciclado no Brasil vêm dos catadores de lixo.

Dessa forma surgiu o Pimp My Carroça, para levar arte de rua aos "carros" desses coletores. O objetivo é tirar os carroceiros da invisibilidade, além de instalar itens de segurança como retrovisores, faixas reflexivas, cordas e luvas.

Já foram “pimpadas” 159 carroças, tanto em cidades brasileiras quanto internacionais, como Santiago do Chile, Nova York e Buenos Aires. Agora, ele pretende personalizar outras 50 delas na cidade de São Paulo.

terça-feira, 15 de maio de 2012

A beleza da arte nas ruas

texto por Rafaeli Camargo
Arte na Rua
Existe lugar mais inspirador no que se refere a arte do que o centro da cidade de S. Paulo? Lá, podemos encontrar e ver de tudo, não é a toa que a grande maioria dos artistas de rua são encontrados sempre por ali.

A poesia, a beleza, a forma como a arte é representada pode tocar qualquer pessoa e mostrar que a arte pela arte na realidade não existe, ela tem que transcender a quem esta olhando e senti-la.

Me deparei com uma frase de John Kennedy que dizia: “Nunca devemos esquecer que arte não é uma forma de propaganda,é uma forma de verdade”. Poucas pessoas tem a coragem de encarar de frente e com a cara limpa toda uma sociedade e mostrar sua arte, mostrar para o que realmente veio. Ganhar algo com isso é muito justo, se gostar retribua com o que puder, apesar da necessidade  ter voz o prazer de fazer sempre fala mais alto.

Artistas poderão ser atrações turísticas na cidade

texto por: Rafaeli Camargo
foto por: Blog To Podendo

Estátuas Vivas durante a Virada Cultural em São Paulo
Apesar de todo o reboliço gerado em relação ao trabalho dos artistas de rua na cidade de S. Paulo, no momento aparentemente todos entraram em certo acordo sobre todo o assunto envolvendo a regulamentação da profissão.

Justamente por isso, Reeks, representante dos artistas de rua em São Paulo, planeja incluir toda essa arte no guia turístico da cidade. O projeto esta sendo realizado juntamente com a SPTuris, a principio a intenção é fazer um mapeamento de todos os artistas que fazem apresentações em vários locais espalhados pela cidade.
"Os artistas urbanos são talentos espalhados pela cidade, temos de aproveitar esse potencial", diz o presidente da SPTuris, Caio Luiz de Carvalho. Com uma empolgação aparente eles esperam mapear até 500 artistas esse ano.

Para Reeks, é preciso valorizar a profissão. "Muita gente fala que não é artista de rua pelo preconceito. Toda essa expressão está carregada de sentido pejorativo, mas nós temos de virar o jogo."

Os "Palhaçólos" do Trânsito

Texto por: Caroline Brito
Foto: Alan Vecchi/divulgação


Grupo se reúne para animar motoristas durante o trânsito 

Você já ouviu falar em Palhaços Psicólogos de trânsito? É eles existem.

Guilherme Brandão, 25 . Marcos Bordenalli, 36 e Tiago Veloso, 24 trabalham com vendas, mas no ano passado se inspiraram no projeto Doutores da Alegria, que diverte crianças doentes em hospitais, e criaram os Psicólogos do Trânsito. Quem passa pelo cruzamento das ruas Henrique Schaumann e Teodoro Sampaio, em Pinheiros, nas noites de segunda e sexta, pode vê-los vestidos de palhaços. É nesse farol que o trio tenta minimizar o stress causado pelo trânsito e em troca esperam receber risadas, aplausos e buzinas em forma de agradecimento.

Em uma entrevista dada a Veja de S.Paulo o trio de psicólogos falou sobre o primeiro dia em que estrearam no farol “O primeiro dia foi igual estreia no teatro: boca seca, pernas tremendo. Não fizemos nenhum número, só comunicamos que aquele seria nosso palco”, contam os três. A partir disso, começava uma luta pelos primeiros sorrisos e então uma ou outra buzina, alguns tchauzinhos tímidos e muitos vidros fechados. Os motoristas foram inflexíveis até perceberem que o trabalho é voluntário e não exige "pagamento". 

Depois de quase um ano os três já conquistaram e tem um público fiel, mas também exigente. “Há pouco tempo um motoqueiro passou pela faixa, buzinou e nós não ouvimos. Ele fez o retorno, buzinou de novo e reclamou”, lembra Guilherme. O que ele queria era ouvir o bordão “aê”, a marca do grupo, berrado com festa para celebrar cada buzina recebida. 

O projeto dos "Psicólogos" tem dado certo, as pessoas saem mais calmas e eles mais felizes. Acontece que nem tudo é perfeito, no começo do ano o Conselho Regional de Psicologia de São Paulo censurou o nome Psicólogos do Trânsito. O processo para mudança já está em andamento: eles serão os "Palhaçólogos" do Trânsito. 

O interessante mesmo e passar por lá e dar uma buzinada para o Trio da Alegria, ou melhor, para os Palhaçólogos do Trânsito.

Esculturas iluminam contexto urbano de São Paulo

texto por: Rafaeli Camargo
foto por: Regina Kalmann

Oscar Niemeyer coloca o mapa da América Latina em nossas mãos
Muito difundidas pelas ruas de várias capitas do mundo, incluindo São Paulo, as esculturas são um tipo de arte que pode ser produzido com vários materiais. Argila, cerâmica, tintas, madeira, marmorie e até bronze são transformados em ideias  com muito estilo, crítica, homenagem e história.

Manifestações que geram imagens e que fazem uma contraposição entre realidade e criatividade, as esculturas enriquecem o domínio cultural e urbano paulistano. Formas artísticas que ao longo do tempo  sempre estiveram ligadas à religião e magia, essas maravilhas instigantes foram trazidas para a cidade através das mãos de artistas como Victor Brecheret, Luiz Morrone e Oscar Niemeyer.

A diversidade das esculturas expostas em São Paulo a inspira e a enobrece, por esse motivo é de fundamental importância que seja cada vez mais admirada e acima de tudo preservada.

O herói dos artistas de rua

texto por: Barbarah Salles
foto: Divulgação

A Avenida Paulista, um dos cartões postais da cidade de São Paulo, com grande número de prédios comerciais, é considerada pólo de negócios da metrópole, e lá foi o palco escolhido pelo músico Rafael Pio para expor sua arte às 1,5 milhões de pessoas que circulam diariamente pelo local.

Exatamente em frente ao Shopping Center 3, é que se pode desfrutar as músicas tocadas pelo artista, há 15 anos com sua guitarra Rafael tem um repertório variado, com o objetivo de agradar a todos que por ali passam.


Apesar de agradar os pedestres que ali trafegam, o que lhe rende grande rentabilidade, Rafael foi um dos artistas prejudicados pela “operação delegada” da prefeitura, que proibiu a apresentação de artistas na cidade, no final do ano passado. O músico teve sua guitarrista e ampliador apreendidos e num ato de protesto, reagiu e acabou detido.

Mas, para muitos artistas de rua, Rafael é considerado “Herói”, pois foi após sua prisão, que a regulamentação e a liberação das manifestações artistas foi assinada. E agora todos os artistas tem o direito a exposição de seu trabalho nos espaços públicos de São Paulo.

A irreverência do palhaço conta sua história

texto por: Maria Renata
foto por: Robinson Monteiro

A tristeza também marcou a história dos palhaços 

Personagens que existem há mais de quatro mil anos, os palhaços foram de fundamental importância para a corte chinesa. Suas graças e palhaçadas eram capazes de fazer com que os reis chineses mudassem de opinião a respeito de grandes decisões.

Com características bem diferenciadas em cada parte do mundo, palhaços ganharam ao longo da história representações tristes, medonhas e desajeitadas, em países como Malásia e Bali.

Já na Grécia Antiga os palhaços eram atores de comédia ironizando contos e enredos onde sempre sobressaiam-se aos heróis. Com máscara de galo na cabeça, o palhaço romano também é lembrado até hoje.

No entanto, foi na Idade Média que os palhaços europeus foram desenvolvendo habilidades musicais, de mímica, dança, acrobacia e malabares. O “bobo da corte” também surgiu nessa época, inteligente e perspicaz fazia ir e também dava conselho às pessoas.

A aparição do palhaço muitas vezes representava o mal, além de acontecimentos trágicos, como nos textos de Willian Shakespeare.

Agora que você já conhece um pouco mais de uma das artes que encanta e diverte as ruas de São Paulo, aproveite para contemplá-la ainda mais!

Uma mistura de culturas

texto por: Eduardo Camargo
foto: Divulgação
Artistas viajam para São Paulo em busca de novas experiências e oportunidades

A cidade mais populosa da América do Sul e a segunda maior da América Latina, apenas atrás da Cidade do México - é vista até hoje como a “cidade das oportunidades”. Com uma economia sólida, conta com a presença de inúmeras multinacionais, mas também abriga brasileiros vindos de diferentes estados, tornando o fluxo de migração gigantesco. Contudo, não é só na área comercial que São Paulo se destaca,  muitos artistas vêm tentar a sorte nas ruas paulistanas, entre eles até mesmo estrangeiros.

Em cada praça, rua, parque em que passamos, há grande possibilidade de encontrarmos artistas de rua, que chegam aqui com o intuito não só de alavancar sua renda, mas até mesmo esperando adquirir experiência. A diversidade de culturas em um único lugar faz de São Paulo um dos grandes centros de arte a céu aberto, com diferentes apresentações, feitas de diferentes modos. Repentistas, malabaristas, mágicos, grupos teatrais, estátuas vivas, e muitas outras artes são produzidas em meio ao agitado cotidiano, numa área que também reserva espaço para a arte de rua, de seus mais variados estilos, vinda de diferentes lugares.

Grafite em 3D

texto por: Eduardo Camargo
foto por: Luis Fernando Gallo/fonte: Blog adesivos para parede

Eduardo Kobra realiza grafite em 3D na cidade de São Paulo

Se nos cinemas e até mesmo nas TV’s de diversas casas a imagem em três dimensões já faz tanto sucesso, o grafite em 3D tem tudo para chamar mais ainda a atenção das pessoas que passam todos os dias pelas praças, ruas, parques da cidade de São Paulo. 


A arte que já faz sucesso fora do país, com uma produção que envolve altura, largura e profundidade (3 dimensões), também está sendo trabalhada por alguns dos mais conhecidos grafiteiros de São Paulo, como é o caso de Eduardo Kobra, famoso por suas diferentes obras nas ruas, muitas em 2D, que podem ser encontradas em diferentes pontos de São Paulo.

O desenho em 3D requer do artista uma visão diferenciada. Usar três dimensões torna o desenho mais real, porém, ao mesmo tempo, trás maiores dificuldades na produção, justamente pelo fato de necessitar de detalhes mais trabalhados. O resultado certamente atrai muito mais o público, trazendo aspecto mais realista a obra, que aproxima o desenho ao "objeto" em si, e embeleza muito mais a cidade.  




Outros desenhos em 3D. Esses realizados por Julian Beever

Julian Beever, artista inglês, realiza mais uma de suas inúmeras obras 3D
Julian Beever desenha a torre Eiffel em 3D
As fotos são dos endereços, respectivamente: 

Trabalho nas ruas ajuda a conseguir outras propostas

texto por: Eduardo Camargo

Facilmente encontramos artistas de rua que atuam na cidade de São Paulo e acabam  utilizando esse trabalho a céu aberto como forma de divulgar sua habilidade e, assim, conseguir melhores resultados financeiros e de exposição. Porém alguns deles não vêem as ruas como um bom lugar para se ganhar dinheiro, como é o caso do ator  Rodolfo Valentino, 37, que se caracteriza como o pirata "Jack Sparrow", personagem de Jonny Depp em “Piratas do Caribe”.

“Não é suficiente, eu vim pro Brasil me arriscando. Adoro trabalhar nas ruas, mas uso mais as ruas para divulgar meus personagens do que para ganhar o dinheiro. Consequentemente surgem as propostas”, disse.

Cada vez mais o marketing está presente na vida dos artistas de rua. Sites, cartões de apresentação e panfletos são formas de se comunicar com o público e divulgar seu trabalho, está aí, novamente, o caráter financeiro presente. É preciso entender que o artista deixou de ser um simples apaixonado pela arte de se fazer arte, pra se tornar um trabalhador que sobrevive dela. Contudo, não se pode afirmar que o artista não sente mais o prazer de realizar trabalhos de cunho artístico, mas certamente há uma preocupação quanto à rentabilidade desse trabalho, portanto, ambos os quesitos caminham juntos.

A história do circo invade as ruas de São Paulo

texto por: Maria Renata
foto por: Marcos Mendes

A Rua 7 de abril no Centro vira palco dos artistas circenses


Foi em 1769 que inglês Philp Astly resolveu unir mímica, música, trapézio e acrobacias criando o formato do circo que conhecemos hoje.

Originários das arenas romanas e dos saltimbancos da Idade Média a lona do circo foi criada para reunir artistas diferenciados com a finalidade de atrair cada vez mais público.

Por sua popularização e importância no cenário cultural o circo tem um dia dedicado especialmente a ele. 27 de março, data escolhida para homenagear o nascimento do palhaço Piolin, ocorrido em 1897.

A arte circense faz parte do cenário da arte na rua paulistana. Malabaristas, engolidores de fogo e até palhaços encantam e promovem espetáculos pelas ruas da cidade. Respeitável público de São Paulo, aproveitem as apresentações realizadas por esses artistas e divirta-se, sem precisar gastar um único centavo.

“Oficina dos Menestréis” é opção para artistas que desejam especializar-se

texto por: Maria Renata
foto: ilustrativa

A “Oficina dos Menestréis”, localizada na Vila Mariana em São Paulo, e idealizada pelo cantor Owaldo Montenegro em parceria com o seu irmão e ator Deto Montenegro é uma escola teatral que tem como diferenciação o uso de linguagem e vocabulário inovadores, além de evidentes características musicais. Sua principal intenção enquanto escola é garantir a inclusão social e a formação intelectual dos seus alunos e de seu público.

A empresa oferece oficinas artísticas com três horas de duração. Essas oficinas têm como características o trabalho lúdico visando desenvolver o poder de reflexão. Já os cursos oferecidos pela companhia de teatro duram de 6 a 8 meses e dão ênfase ao treinamento artístico, a montagem de espetáculos e a maneira com que o ator deve apresentar-se e portar-se diante do público.

A entidade conta com o apoio do Ministério da Cultura e desenvolve várias peças relacionadas a ações sociais, sendo que o “Projeto Juntos” sua principal parceria, oferece juntamente com ela cursos de teatro e de esporte gratuitos a jovens de diversas comunidades de São Paulo.

Oficina dos Menestréis

Teatro Dias Gomes
Rua Domingo de Moraes, 348 – Vila Mariana – São Paulo.
Telefone – 5575-7472 – das 10 às 18h.
informações@oficinadosmenestreis.com.br
Equipe Júlio Coelho Assessoria Esportiva (Projeto Juntos)
Rua – Urussuí, 70 – Cj 71 – Itaim Bibi – São Paulo.

“Festival Internacional de Artistas de Rua”

texto por: Barbarah Salles
foto por: Festival de Rua

Monique Leal encantou o público com suas apresentações  

Já faz parte do cenário da cidade de São Paulo as apresentações dos artistas de rua. Os paulistanos podem contemplar nas ruas, praças e parques da cidade, malabaristas, estátuas vivas, mágicos, encenações teatrais, que com seu trabalho e por alguns minutos, tiram o cidadão de sua rotina.

Não são apenas os circulantes da cidade de São Paulo que contemplam essa arte. Há dez anos os cidadãos baianos podem apreciar o trabalho dos artistas de São Paulo e do mundo. Em março de 2012, foi realizada a 8ª edição do “Festival Internacional de Artistas de Rua da Bahia”.

O evento já faz parte do calendário cultural da Bahia, e reúne artistas nacionais, incluindo artistas da cidade de São Paulo e internacionais, de todos os tipos de arte de rua. A cidade de Salvador foi a primeira a receber o festival que agora já passa por diversas cidades baianas em sete dias de apresentações.

Criado em 2002, o festival conta com o apoio do Ministério de Cultura e o Funarte (Fundação Nacional das Artes) com o objetivo de levar entretenimento e diversão através da arte de rua.


   

segunda-feira, 14 de maio de 2012

A Rua é o Palco

texto por: Caroline Brito
fonte:   SESCSP
Matéria PGM
É na Avenida Paulista, uma rua movimentada com pessoas estressadas e apressadas que se apresentam grandes artistas de rua. Os artistas ja foram acusados de comercializarem seu talento, e por isso algumas vezes suas apresentações foram repreendidas.
O palco urbano da avenida conta com diversos músicos que ali se apresentam, entre eles, o flautista Émerson Pinzindin.
Ele abandonou uma certa estabilidade para buscar um caminho artístico alternativo, ser um artista de rua que se apresenta diariamente no Conjunto Nacional, na Avenida Paulista.  "Toco na rua desde 1989. Antes disso, dava aulas de música em escolas. Trabalhava todos os dias das 7 da manhã às 6 da tarde. Ganhava bem, mas já não podia suportar aquilo. Eu não tinha tempo de praticar. Aí decidi abandonar tudo e ir para a rua." 
Emerson calcula que, com a decisão, passou a ganhar cerca de 15% do que recebia dando aulas. "Se eu fosse preso a dinheiro, teria sido um baque terrível. Fiz isso por amor à música." finaliza
Ele e outros artistas apostaram em seu sonho e continuam trabalhando nas ruas com seus instrumentos musicas, mesmo com algumas restrições que foram impostas à eles, veja  no vídeo:


Elas estão invadindo as ruas da cidade

texto por: Caroline Brito
foto por:   divulgação
"As Graças" em apresentação no circular

Desde 1995 um grupo formado por quatro mulheres vem tomando conta da cidade de São Paulo, elas fazem apresentações teatrais com muito humor e agrado ao público, e pode apostar, isso tudo dentro de um ônibus. As atrizes Daniela Schittini, Eliana Bolanho, Juliana Gontijo e Vera Abbud, são As Graças.

Elas conseguem manter um repertório estável com mais de dez espetáculos divididos em adultos e infantis. 

Um ônibus antigo foi adaptado para se transformar em teatro, com toda infraestrutura necessária para um espetáculo: palco, som, luz, cortina, camarim e o ambiente: As Ruas, mais precisamente bairros pouco privilegiados, a fim de reunir gratuitamente a comunidade como opção de lazer e diversão. 

Em abril desse ano elas iniciaram uma nova temporada de suas apresentações que vai até o mês de agosto, é o projeto “Circular Teatro – Do Parque da Luz para o Brasil”, com a participação de André Carreira – estudioso e diretor do teatro que tem como proposta de se trabalho o teatro de invasão – cidade com dramaturgia.

Serviço da Mostra no Parque da Luz


Mostra de Repertório As Graças
Local: Parque da Luz
Endereço: Rua Ribeiro de Lima, 99 / Praça da Luz, s/n - Bom Retiro
Classificação etária: Livre
Gratuito

Veja um depoimento e uma das apresentações feita pela CIA Teatral das Graças





quinta-feira, 26 de abril de 2012

Artista de rua ganha fama internacional

texto por:   Barbarah Salles
foto por: Fred Chalub/UOL  
Trabalho da grafiteira Nina em muro no bairro do Cambuci, São Paulo 
Nina Pandolfo, nasceu em Tupã, em 1977, artista de rua, grafiteira, começou a colorir os muros da cidade de São Paulo em 1992. E a partir daí com seus trabalhos inspirados em temas como infância e natureza, se tornou uma das mulheres mais importantes da arte contemporânea no Brasil.

Em suas obras, Nina retrata meninas de olhos grandes e expressivos, com cores delicadas e referências lúdicas, algumas delas podem ser observadas no bairro do Cambuci. Com toda essa expressão, a artista conquistou o Brasil e o mundo, realizou projetos importantes de intervenção urbana, além de ter sido pioneira em levar a street arte (arte urbana) para as galerias.

A grafiteira foi convidada em 2007 para pintar junto aos artistas Os Gêmeos e Nunca (também grafiteiros), o Castelo de Kelburn, um castelo tradicional da Escócia que tem mais de 800 anos. O Sucesso foi tamanho, que aumentou consideravelmente o turismo no local.

E no ano de 2011, a artista lançou o livro “Nina”, que conta com a biografia, escrita pela própria Nina Pandolfo e uma seleção de seus principais trabalhos.

Conheça melhor o trabalho dessa artista de rua: www.ninapandolfo.com.br

terça-feira, 24 de abril de 2012

Um breve comentário sobre a arte popular brasileira

                                                                                                                                                          texto por: Maria Renata
                                                                                                                         foto: Manoel Bueno/fonte: Blog imagemmegami

Grafite: uma das manifestações artísticas mais fortes de SP

Arte popular pode ser a definição de obras e de espetáculos criados por pessoas que nunca pisaram numa escola com o objetivo de ensiná-la. A arte, neste caso, pode ser encontrada nas pequenas e grandes cidades e expressa situações vividas, além de muitas vezes, servir como meio de sobrevivência.

O cotidiano das pessoas é trazido em diversas manifestações artísticas.  A variedade com que a linguagem é expressa faz com que essas formas de arte sejam reconhecidas por diversas classes sociais, enfraquecendo a discriminação e expandindo a diversidade cultural, marca registrada da nossa gente.

Arte no Brasil tem vértices nas crenças religiosas, nas heranças dos antepassados e mantém ligação com as histórias mundial e do seu povo. Muitas vezes alguns de seus estilos deixam lugares como palcos e lonas, para ganhar as ruas. Reconhecer o trabalho dos artistas brasileiros é compreender um pouco da nossa essência. Afinal, muito se conhece da alma e da experiência humana através dele. Até porque é a manifestação da arte, que muitas vezes nos esclarece o porquê de cada criação e interpretação, inseridas no contexto social e nas raízes do nosso país.

Magia: arte milenar e intrigante

                                                                                                                                                          texto por: Eduardo Camargo

O ilusionismo sempre foi ótima forma de entretenimento, e um dos fatores que o torna tão fascinante é a proposta do ilusionista, em manter o segredo de tal performance escondido a sete chaves, deixando a platéia intrigada e ao mesmo tempo maravilhada com apresentações que surpreendem.

Essa arte é milenar, pois há indícios de que até mesmo no antigo Egito a magia já era utilizada para entreter os faraós. Certo é que, independentemente do lugar, o ilusionismo arrebanha número significativo em qualquer que seja o local do show, seja ele feito e produzido até mesmo nas ruas.

Alguns mágicos tentam a sorte nas ruas de São Paulo, alguns preferem utilizar truques simples, como: cartas, bolas, moedas e até mesmo utilizando tecidos, mas que apesar da simplicidade, sempre fazem sucesso. Talvez, um dos motivos para apresentações tão singelas seja a dificuldade em criar um grande cenário em meio à agitada cidade. Mágicos acabam vindo de vários cantos do país, buscando um lugar ao sol, justamente na cidade mais populosa do país, que também mostra ser apreciadora dessa arte tão instigante.

Mágico de rua utiliza truques simples, mas que fazem sucesso nas ruas de SP


A arte de ser uma Estátua Viva

texto por:   Caroline Brito
foto por: divulgação
Estátua Ouro exposta nas ruas da cidade de São Paulo


Desde os anos 90 um fenômeno invadiu as ruas do Brasil inteiro, as estátuas vivas. Eles estão no centro da cidade, principalmente nas ruas da 25 de março, chamando a atenção e levando alegria e descontração para quem passa pelas ruas. Além de ser uma profissão curiosa, os personagens despertam o encanto nas pessoas.

Com tempo de aproximadamente cinquenta minutos eles se transformam em algo bonito de ser ver, muito brilho, maquiagem e figurino criado por eles mesmos, e é através do controle sobre os movimentos do corpo, técnicas e mímicas, que eles se destacam, prendem a atenção do público e ganham espaço nas ruas.

Em meio da bagunça, com furtos, pessoas sem educação, calor e a grande multidão, eles permanecem firmes e fortes em seu desempenho temático, que utiliza movimentos estáticos, com pausas estratégicas e perfeitas. O fato é que essa profissão pode ser admirada ou menosprezada pela população.

O trabalho é gratificante, porém desperta maneiras diferentes de pensar, há quem goste e quem ache que isso não é um trabalho digno. Eles aturam fatos inconvenientes como gozações e xingamentos, mas não deixam de fazer o seu trabalho e manter o sorriso no rosto. 

terça-feira, 17 de abril de 2012

Internet realmente para todos

texto por: Rafaeli Camargo


No ano de 2007 foi criada uma página na internet, para artistas de rua. Uma iniciativa direta dos próprios artistas, um luga onde é fácil se cadastrar e poder mostar sua arte por meio de vídeos e fotos. Facilitando também para a própria mídia ter um endereço certo para encontra-los.

O projeto mostra que todos podem trocar informações, experiências e falar um pouco sobre suas atividades. Cada artista tem seu espaço para mostrar seu trabalho, assim também como tem lugar para debates e fóruns.

Um lugar legal para ter seu trabalho reconhecido por milhares de pessoas e mostrar que ele ganham seu dinheiro honestamente e que de fato seu trabalho é bom e merece ser apresentado para todo o país. Qualquer artista pode e deve se cadastrar no site, quanto mais cidades e pessoas diferentes, melhor!

É uma forma super importante de trazer essas pessoas para ficarem mais próximas de nós e conhecer um pouco da sua trajetória e estilo de vida.

Dêem uma olhada na página e confira tudo de interessante que ela pode te proporcionar e vamos ajudar a  incentivar esses trabalhos inspiradores. E se você é um desses artistas se cadastre também.

O preconceito e a arte de rua

texto por:   Caroline Brito
foto por:  Julia Chequer
fonte:  Folha de S.Paulo


Emerson Pinzidin, 47 se apresenta na Avenida Paulista


Não é mentira que muitas pessoas se assustam quando alguém se apresenta no farol ou nas ruas. Elas levantam os vidros dos carros com medo de que seja alguém que possa fazer mal. Acontece que em alguns casos as pessoas que se apresentam podem ser grandes artistas de rua.

Malabaristas, atores, músicos e outros buscam ganhar a vida fazendo aquilo que realmente gostam e por isso passam a enfrentar esse tipo de preconceito.

Em uma entrevista dada à Folha de S. Paulo (12.09.2011), o saxofonista Emerson Pinzindin, 47 anos, estabeleceu a diferença entre os artistas de rua com aqueles que simplesmente pedem dinheiro na rua. “A gente dá a nossa arte para as pessoas e elas pagam porque gostam. Não tem caridade."

O maior erro das pessoas é achar que o artista de rua está nas ruas por falta de opção, quando não é exatamente isso que acontece. Emerson por exemplo escolheu a rua por ser um espaço mais democrático e por ter mais liberdade em fazer o que sempre quis: Tocar saxofone para agradar a população.

O preconceito esta nos olhos e na imaginação daqueles que não apreciam coisas interessantes, ser um artista de rua é tão digno quanto a um escritor, um músico famoso ou então um ator da novela das oito. Em países desenvolvidos esse tipo de preconceito não existe. A rua é uma forma de levar ao público todas as tendências artísticas.

Largo do Paissandu berço do “Café dos artistas”

texto por: Barbarah Salles
foto: divulgação/fonte: Portal - Prefeitura de SP

Quarteirão do Largo com Avenida São João onde acontecia o "Café dos Artistas"

O Largo do Paissandu, no centro da cidade de São Paulo, a partir dos primeiros anos do século XX, foi durante algum tempo, ponto de encontro de trapezistas, contorcionistas, palhaços, malabaristas, cantores populares. Artistas que praticavam sua arte em baixo das lonas, nos circos. Aproveitavam o dia de folga, segunda-feira, para reunir-se em torno de um café, assim ficou conhecido como “Café dos Artistas”.

O Café dos artistas chegou a reunir cerca de 600 pessoas, ocupando todo quarteirão do Largo com Avenida São João. Esses encontros eram sociais, mas um marco importante de referência dos artistas, que trocavam experiências e contatos de trabalho.

Com o tempo, o café esvaziou. Na década de 80, com a redução dos circos, o artista passou a ter outras opções, passou a divulgar seu trabalho por outros meios, e descobriu a rua como seu grande ponto de apresentação e marketing.

Apesar das apresentações nas ruas, que torna o trabalho mais individual, alguns artistas ainda seguem a tradição e se encontram às segundas-feiras na galeria da Dom José de Barros. Últimos conservadores de uma tradição que atravessou um século, mantendo a chama do circo acesa.

Virada Cultural e arte de rua

texto por: Eduardo Camargo


Se a arte de rua muitas vezes não recebe o devido respeito ou até mesmo a ajuda das prefeituras para acrescer e melhorar infraestrutura e, consequentemente, a qualidade da apresentação de artistas de rua talentosos, mas pouco auxiliados, a Virada Cultural, evento que já faz parte da programação do paulistano, é uma ótima forma de divulgar seu trabalho para um grande público.

No site oficial do evento, é possível se inscrever a fim de garantir participação e presença na grade da Virada Cultural. Muitos são os artistas inscritos, a maioria com enorme talento e vontade de se apresentar. Nesse evento, costumam se apresentar artistas voltados às artes circense, musical e também teatral. Os estilos musicais são bem variados, vão desde o rock até mesmo ao jazz, como pôde ser visto ano passado, em alguns dos pontos da cidade.

De maneira geral, a Virada Cultural serve como meio de divulgação de um trabalho que demorou anos pra ser desenvolvido e ainda está em formação. Serve para que os artistas acostumados com a correria e a necessidade de tirar seu sustento a cada dia, sejam colocadas um pouco de lado para que a importância da divulgação do seu trabalho torne-se o principal destaque.

A Virada Cultural pode se uma ótima forma de mostrar seu talento


Site oficial do evento: Virada Cultural 2012

Conhecimento pela arte invade as ruas de São Paulo

texto por: Maria Renata
foto: Divulgação/Arquivo Pessoal


Willian Gama em uma de suas performances


Formado em música e moda pelo SENAC, Willian Gama trabalha como estátua viva em três pontos diferentes da capital paulista. O ator conta que suas atuações no Vale do Anhangabaú, Santa Ifigênia e em frente ao Teatro Municipal servem mais para divulgar seu trabalho, do que garantir retorno financeiro, “É fazendo eventos que ganho mais dinheiro e consigo manter a mim e custear os gastos com meu trabalho”, explica o ator.

Ao ser questionado sobre a regulamentação e o cadastramento que a prefeitura de São Paulo oferece e realiza juntamente aos artistas de rua, Willian declara que existem muitas controvérsias a respeito do assunto, “Na verdade nem sabemos para que serve exatamente este cadastro feito na Secretária de Cultura, temos nosso nome lá, mas nenhum artista possui qualquer declaração que comprove que estamos autorizados  a atuar nas ruas da cidade”. O ator ainda conta que esse assunto gera discussões sérias entre governo municipal e atores.

Declaradamente fascinado pelas interpretações que realiza o artista revela que possui figurinos que correspondem a todos os personagens que integram o presépio de Natal, além de encenar fantasiado de Santo Antonio, São José e Chapeleiro Maluco, personagem interpretado por Jonhy Deep no longa metragem “Alice no País das Maravilhas”.

Willian ainda comenta sobre as várias versões históricas existentes a respeito da origem das estátuas vivas, “Além da história grega de culto a Dionísio, existem as versões francesa, africana e criada na Idade Média, que se referem respectivamente à representação teatral, a cobrir o corpo com barro em adoração aos deuses e a camuflagem para espreitar e conseguir informações importantes de dentro dos palácios”, encerra o artista.