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terça-feira, 29 de maio de 2012

A intervenção urbana dominada pela arte


 texto: por Barbarah Salles
foto:

O espaço público, como: praças, parques e ruas é o ambiente onde os artistas realizam suas apresentações, mostrando seu talento e arte.  Por esse motivo existem estudos que atribuem o contexto arquitetônico chamado de intervenção urbana também a esses artistas, já que através da sua arte eles trazem as cidades uma estruturação diferenciada no contexto urbano, pelo desenvolvimento de suas técnicas.

Esses estudos apontam que a intervenção artística no espaço público desestabiliza o fluxo estabelecido na metrópole, modificando a lógica encontrada nos cotidianos da cidade, acrescenta algo novo, diferente ao espaço, trazendo novas concepções. Essas apresentações, com toda sua produção, trazem cores, sons e performances inusitadas, misturam-se aos ruídos, às sinalizações, à publicidade, aos movimentos das massas e as tarefas costumeiras, constituindo uma nova particularidade que recria paisagens, tornando o peso do dia a dia cada um pouco mais tolerável, imprevisível e leve.

As manifestações dos artistas nesses espaços podem ser consideradas verdadeiros espetáculos ao ar livre, além de interferir na paisagem da cidade e na rotina da população, leva à intervenção visual e faz com que o público exercite um olhar diferenciado, eliminando o olhar viciante das paisagens já inseridas no cotidiano.

4 comentários:

NAC: disse...

Foto?

Camila Cardoso disse...

Boa tarde,

Meu nome é Camila Cardoso e sou responsável pelo 3por4.com.br, o mais novo negócio da Webforce Networks, criadora do hpG, do XPG, do 123i e de outros sucessos da Internet brasileira. Vamos mais uma vez fazer uma revolução.

Estou em busca de um especialista em Arte de Rua e por isso gostaria de conversar com o responsável pelo blog de vocês para criarmos uma possível editoria deste assunto no 3por4. Podemos bater um papo por telefone para que eu possa explicar melhor como funciona. Por favor me envie seu número no endereço camila.cardoso@3por4.com.br ou ligue para (11) 96996-6556.

O objetivo do 3por4 é colocar um especialista no centro das discussões sobre Arte de Rua através de uma ferramenta que vai facilitar a divulgação do seu conhecimento neste assunto. Quando conversarmos te explicarei nosso modelo de negócios mais detalhadamente.

Um grande abraço e fico no aguardo da nossa ligação,

Camila Cardoso

Marcelo Nazar disse...

VIDA DE ESTÁTUA
Há chegado o inverno.
O fio que congela as gotas de orvalho,
Aquece o mercado de lã.
Casais de namorados que antes passeavam de mãos dadas.
Agora, andam agarradinhos. Que lindos!
Ao gélido sopro do vento resiste a estátua-viva.
Muitos que por ela passam, nem se dão conta que ali pulsa um coração.
Parece que nem respira.
- Tadinho! Morrendo de frio! Dizem as meninas.
Mas o poder de concentração que equilibra sua mente faz aquecer seu interior.
A criança que se aproxima desconfiada, ganha um beijinho.
Opa! Levou um sustinho.
Você tá vivo? Pergunta ela.
Hum! Que sapeca essa estátua.
Balança a cabeça, dizendo que não.
Estátua-viva. Um paradoxo. Se for estátua, não tem vida, se estiver viva, não é estátua.
Enfim; compreendemos.
Ao cessar do vento gelado, o sol brilha no céu. Irradiante, ardente como o sol de verão.
Com um espesso figurino pintado de preto como pedra, o rosto maquiado da mesma cor.
Quantos graus de temperatura têm de ele suportar?
A vovozinha que passeia ao lado do vovô e da netinha, viu, parou e voltou.
- Que lindo! Diz a vovó.
Ganhou também um beijinho.
Êta vovó toda contente.
Vasculha sua bolsa, vira pra cá e pra lá.
Depois de muito sacrifício encontra uma moeda.
Onde eu ponho. Onde eu coloco.
Dá-me um sorriso, se não, não te dou uma moeda.
Tá difícil, heim vovó.
O vovô observa e aponta.
- Ali! Ali! Ali no cofrinho.
Finalmente um beijinho na mão e um carinho na bochecha.
- Ganhou o dia, heim vovó!
Diz a netinha.
Lá se vão, todos contentes.
Tão grande é esse herói. Com um movimento com a pontinha do nariz, faz sorrir o mundo.
Destaca-se, em um imenso centro urbano, faz parte do cenário da cidade.
Em que está pensando ele neste momento de total concentração?
Em um romance?
Em um momento feliz com seu filho?
Em um vulcão que desperta no Himalaia?
Será que navega pelo espaço? Ou tenta compreender o centro do planeta Terra.
Seus pensamentos se vão com o vento?
Será que pensa nas pirâmides do Egito? Ou na criança que vive na rua?
Talvez pense naqueles que o amam.
Talvez pense em uma formiguinha que caminhava sobre a mesa, enquanto tomava café pela manhã.
Talvez pense em física, ciência, matemática ou viaje em arqueologia.
Parece que ele pensa em tudo.
As pessoas que trabalham no comércio descansam logo após a refeição.
Alguns se sentam ao lado do canteiro de flores.
Outros caminham por aí. Aproveitam o tempo livre para fazer compras.
Há aqueles que apenas se aquecem ao sol.
Aí vem um turista folgado.
Vai logo tirando foto.
Tira uma. Tira duas.
Mas é mesmo muito folgado! Pede a esposa para tirar a foto e se apóia na estátua, como se estivesse descansando.
- Oh Shit statue!
Oh! A estátua balançou.
A estátua balança e o turista a segura, ela balança e o turista a segura.
Vinte segundos se passam e:
- Thank you Mr.
Ufa! A estátua falou.
É uma gargalhada só.
O turista contribui.
Muito tempo depois o turista ainda se emociona com tal surpresa.
Ao cair da tarde, o vento gelado sopra com menos intensidade.
Surge a névoa que esconde os mais altos edifícios.
Finalmente desse do pedestal, guarda tudo com jeitinho, tira a maquiagem e se vai.
Com uma mochila nas costas, em uma mão segura o que lhe serviu de cenário, na outra, o pedestal.
Vai-se deixando um grande vazio na rua XV de Novembro.
Caminha ele solitário.
Desaparece em meio à espessa nevoa, como se fora ninguém.
http://marcelonazar.blogspot.com.br/2012/12/vida-de-estatua.html

Marcelo Nazar disse...

VIDA DE ESTÁTUA
Há chegado o inverno.
O fio que congela as gotas de orvalho,
Aquece o mercado de lã.
Casais de namorados que antes passeavam de mãos dadas.
Agora, andam agarradinhos. Que lindos!
Ao gélido sopro do vento resiste a estátua-viva.
Muitos que por ela passam, nem se dão conta que ali pulsa um coração.
Parece que nem respira.
- Tadinho! Morrendo de frio! Dizem as meninas.
Mas o poder de concentração que equilibra sua mente faz aquecer seu interior.
A criança que se aproxima desconfiada, ganha um beijinho.
Opa! Levou um sustinho.
Você tá vivo? Pergunta ela.
Hum! Que sapeca essa estátua.
Balança a cabeça, dizendo que não.
Estátua-viva. Um paradoxo. Se for estátua, não tem vida, se estiver viva, não é estátua.
Enfim; compreendemos.
Ao cessar do vento gelado, o sol brilha no céu. Irradiante, ardente como o sol de verão.
Com um espesso figurino pintado de preto como pedra, o rosto maquiado da mesma cor.
Quantos graus de temperatura têm de ele suportar?
A vovozinha que passeia ao lado do vovô e da netinha, viu, parou e voltou.
- Que lindo! Diz a vovó.
Ganhou também um beijinho.
Êta vovó toda contente.
Vasculha sua bolsa, vira pra cá e pra lá.
Depois de muito sacrifício encontra uma moeda.
Onde eu ponho. Onde eu coloco.
Dá-me um sorriso, se não, não te dou uma moeda.
Tá difícil, heim vovó.
O vovô observa e aponta.
- Ali! Ali! Ali no cofrinho.
Finalmente um beijinho na mão e um carinho na bochecha.
- Ganhou o dia, heim vovó!
Diz a netinha.
Lá se vão, todos contentes.
Tão grande é esse herói. Com um movimento com a pontinha do nariz, faz sorrir o mundo.
Destaca-se, em um imenso centro urbano, faz parte do cenário da cidade.
Em que está pensando ele neste momento de total concentração?
Em um romance?
Em um momento feliz com seu filho?
Em um vulcão que desperta no Himalaia?
Será que navega pelo espaço? Ou tenta compreender o centro do planeta Terra.
Seus pensamentos se vão com o vento?
Será que pensa nas pirâmides do Egito? Ou na criança que vive na rua?
Talvez pense naqueles que o amam.
Talvez pense em uma formiguinha que caminhava sobre a mesa, enquanto tomava café pela manhã.
Talvez pense em física, ciência, matemática ou viaje em arqueologia.
Parece que ele pensa em tudo.
As pessoas que trabalham no comércio descansam logo após a refeição.
Alguns se sentam ao lado do canteiro de flores.
Outros caminham por aí. Aproveitam o tempo livre para fazer compras.
Há aqueles que apenas se aquecem ao sol.
Aí vem um turista folgado.
Vai logo tirando foto.
Tira uma. Tira duas.
Mas é mesmo muito folgado! Pede a esposa para tirar a foto e se apóia na estátua, como se estivesse descansando.
- Oh Shit statue!
Oh! A estátua balançou.
A estátua balança e o turista a segura, ela balança e o turista a segura.
Vinte segundos se passam e:
- Thank you Mr.
Ufa! A estátua falou.
É uma gargalhada só.
O turista contribui.
Muito tempo depois o turista ainda se emociona com tal surpresa.
Ao cair da tarde, o vento gelado sopra com menos intensidade.
Surge a névoa que esconde os mais altos edifícios.
Finalmente desse do pedestal, guarda tudo com jeitinho, tira a maquiagem e se vai.
Com uma mochila nas costas, em uma mão segura o que lhe serviu de cenário, na outra, o pedestal.
Vai-se deixando um grande vazio na rua XV de Novembro.
Caminha ele solitário.
Desaparece em meio à espessa nevoa, como se fora ninguém.
http://marcelonazar.blogspot.com.br/2012/12/vida-de-estatua.html

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